Colton Herta

Herta Mira o Retorno à Indy 500 e às Provas de Endurance em 2027

Herta Mira o Retorno à Indy 500 e às Provas de Endurance em 2027

Colton Herta ainda não sabe exatamente onde vai correr em 2027, mas deixou claro que a porta para a Indy 500 e para as provas de endurance da IMSA segue aberta, caso sua agenda permita. O piloto de testes da Cadillac na Fórmula 1, hoje disputando sua primeira temporada na Fórmula 2 pela Hitech, tenta equilibrar o objetivo de conquistar a superlicença da FIA com o desejo declarado de voltar às pistas que marcaram sua carreira nos Estados Unidos.

Um objetivo claro: voltar a Indianápolis

Aos 26 anos, o americano acumula nove vitórias na IndyCar e foi vice-campeão da categoria em 2024. Entre 2019 e 2025, disputou sete edições seguidas das 500 Milhas de Indianápolis, uma das provas mais tradicionais do automobilismo mundial. Em 2026, porém, ficou de fora: estava escalado para pilotar um quarto carro da Andretti Global, mas uma alteração de última hora no calendário da F2 - motivada pela inclusão de uma etapa em Montreal, ao lado do GP do Canadá de Fórmula 1, para substituir eventos cancelados no Bahrein e na Arábia Saudita - gerou um conflito direto de datas.

Ao comentar o episódio, Herta não escondeu a frustração, mas reforçou a vontade de retornar à prova. “Sim, nunca vou recusar a Indy 500”, disse ao Motorsport.com. “Sempre quero correr a Indy 500. Foi uma pena não ter conseguido correr este ano. Sabe, estava tudo pronto.” Sobre a mudança repentina no calendário, completou: “Isso jogou tudo por água abaixo. Mas ia acontecer e, infelizmente, não aconteceu. Não sei como será o próximo ano para mim. Mas, se eu tiver a chance, com certeza, adoraria correr a Indy 500.”

Temporada de adaptação na F2

A passagem de Herta pela Fórmula 2 em 2026 serve como etapa dentro de um plano maior: reunir os pontos necessários para obter a superlicença da FIA, documento exigido para competir na Fórmula 1. Atualmente na 19ª posição do campeonato, ele tem como melhor resultado um quinto lugar na corrida sprint de Barcelona, além de outras quatro chegadas entre os oito primeiros colocados. O calendário da categoria se encerra com duas etapas consecutivas, no Catar (28 e 29 de novembro) e em Abu Dhabi (5 e 6 de dezembro), ambas às voltas, nos últimos meses, com incertezas ligadas ao contexto de conflitos regionais no Oriente Médio iniciados em fevereiro.

Endurance também pesa nos planos

Paralelamente ao programa monoposto, Herta seguiu ativo nas corridas de carros esportivos em 2026, integrando a equipe de endurance da Wayne Taylor Racing no Cadillac #40. O trabalho rendeu um pódio recente na Petit Le Mans, reforçando o interesse do piloto por essa frente da carreira. Ainda não está definido, no entanto, se ele conseguirá conciliar essas participações com as responsabilidades de piloto de testes da Cadillac na Fórmula 1 ao longo de 2027.

“Se dependesse de mim, tentaria fazer o máximo possível... o máximo possível nas três corridas de endurance [24 Horas de Daytona, 12 Horas de Sebring e Petit Le Mans]”, afirmou Herta. “Eu gosto muito disso... Assisto a todas as corridas, então não perco nenhuma corrida desses caras. É muito divertido fazer parte disso, mas, se dependesse de mim, com 100% de certeza tentaria voltar a correr. Mas, sabe, acho que tudo depende de como vai ser o ano que vem, o que eu, simplesmente, ainda não sei.”

O que está em jogo

A situação de Herta ilustra um dilema comum a pilotos americanos que buscam espaço na Fórmula 1 sem abrir mão das raízes no automobilismo dos Estados Unidos. Equilibrar o desenvolvimento junto à Cadillac, a disputa pela superlicença e o apelo histórico de provas como a Indy 500 e o campeonato IMSA WeatherTech SportsCar exige decisões de calendário que, por ora, seguem em aberto. A definição deve vir apenas quando o planejamento de 2027 da equipe de Fórmula 1 estiver fechado.